Em 2006, rebentou uma polêmica em volta de Dog Murras, quando dois elementos importantes de sua empresa na época (“Murras Staff”) abandonaram a estrutura, trazendo a público os motivos pelos quais cortaram relações com o cantor. Jonivaldo Manuel (diretor da marca “Murras Power”, que o cantor assumia na época) e António Arsénio (porta-voz da banda) fizeram delação para a mídia, reclamando de várias situações que afirmavam ser inco562059064_640rretas.

Jonivaldo Manuel acusava o cantor de ser “ganancioso” e de não estar dividindo os lucros do grupo musical da forma devida com seus colaboradores. Manuel declarava ter sido o principal patrocinador de vários discos dos primeiros tempos da carreira de Dog, inclusive que o sucesso de “Pátria Nossa” (lançado no ano anterior, em 2005) se devia a seu esforço. Por seu lado, António Arsénio acusava Dog Murras de não estar agindo da forma correta com a equipe e de ser responsável por uma desorganização no trabalho da “Murras Power.”

Resposta de Dog Murras às acusações

O cantor devolveu a acusação de ganância lançada por Jonivaldo Manuel, declarando por sua vez que o comportamento de seu diretor mudou quando o sucesso da marca e da equipe trouxe lucros maiores. Dog Murras lamentou também a falta de lealdade de Manuel, que preferiu tentar manchar o nome do cantor na mídia antes de resolver os problemas dentro da equipe.

Dog Murras seguiu em frente

De qualquer forma, a polêmica não parece ter abalado seriamente a carreira de Dog Murras. O músico lançou no ano seguinte o disco “Kwata-Kwata” e, em 2011, “Angolanidade”. Durante vários anos esteve afastado dos palcos mas se dedicando a seus negócios, pois as novas condições da cena musical angolana – que o próprio Dog descreve como cheia de “paraquedistas”, músicos mais focados no aspeto econômico e menos em sua relevância cultural – não eram do seu agrado. Mesmo assim, não deixou de “presentear” seus fãs com o “Best Of” em 2015, e em 2016 voltou à composição de músicas originais, com “À Deriva”.