A relação de Dog Murras com o Brasil tem sido intensa, desde há vários anos. O artista angolano veio a terras tupiniquins pela primeira vez em 2005 e rapidamente ganhou seu lugar não simplesmente enquanto músico e enquanto ativista social, mas também enquanto representante de Angola e da África de língua oficial portuguesa. O próprio Dog Murras rapidamente se apaixonou pelo nosso país, reconhecendo logo a riqueza da tradição cultural brdog-murras_fotos-saulo-brandao (1)asileira e a influência que Angola aqui tem através da música e dos costumes trazidos pelos escravos em séculos anteriores.

Mesmo no período em que esteve mais longe dos palcos em Angola, por conta de suas iniciativas empresariais, Dog não deixou de trazer ao Brasil a sua música e a sua mensagem de intervenção social, de “paz e amor”, como o próprio sempre refere, e de contribuir para uma maior ligação entre as duas margens do Atlântico Sul. Durante vários anos foi oficialmente convidado para representar Angola no Carnaval da Bahia, região que onde conseguiu imediatamente criar ligações e afetos por conta da herança africana dos baianos.

Além disso, sempre que chega no Brasil, Dog nunca esquece as diversas comunidades angolanas espalhadas pelo país que têm orgulho em receber seu compatriota.

Além do relacionamento com o público, também a classe artística brasileira reconheceu seu talento e a possibilidade de reforçar essa ligação entre Angola e o Brasil através de Dog Murras. O artista e ativista trabalhou na trilha sonora do filme Capitães da Areia (baseado no romance de Jorge Amado), e foi convidado por importantes nomes da música tupiniquim, como Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Vanessa da Mata, Martinho da Vila e Daniela Mercury, entre outros, a participar de seus shows e de seus discos.

Em 2016, Dog esteve no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, onde, além dos concertos, foi entrevistado para o Jornal Metas, da cidade de Gaspar.